Cresci, mas não perdi.
Um feriado em casa, uma caixa de brinquedos e tudo o que continua vivo dentro da gente.
Vitor Adôrno
Sete capítulos sobre o tempo que corre, as pessoas que passam e os encontros que a pressa quase fez a gente perder.
“Ocupado Demais Para Você…” é uma coletânea de prosa reflexiva dividida em sete capítulos que atravessam tempo, memória, amizade, isolamento urbano, amor, família e perdão. São histórias cotidianas, do tipo que acontece enquanto ninguém está prestando muita atenção.
Um jovem reencontra os pais num feriado e reabre uma caixa de brinquedos de infância. Amizades nascem, se transformam e às vezes se perdem pelo caminho. Numa praça, um encontro casual com um senhor traz de volta tudo aquilo que ele deixou para depois. Há observações sobre um amor moderno que se comunica com mensagens prontas e copiadas, uma amizade que se rompe e volta a existir através do perdão, um casal mais velho revivendo a própria história em álbuns de fotografia, e um capítulo final feito de pequenas cenas vistas numa praça, cada uma revelando uma fagulha de humanidade.
No fundo, o livro faz um convite simples: desacelerar, olhar para quem está por perto e perceber que a vida ocupada demais também é feita de encontros pequenos que merecem atenção.

Eu sou Vitor Adôrno, autor brasileiro independente, natural de Niquelândia, Goiás, e atualmente moro em Uruaçu, onde continuo vivendo e escrevendo.
Minha escrita nasce principalmente da observação do cotidiano. Da casa dos meus pais, de uma padaria de bairro, de um banco de praça ou de uma conversa aparentemente comum. Gosto de transformar esses pequenos momentos em reflexões sobre o tempo, a presença e as relações que construímos uns com os outros.
Sou autor de “Ocupado Demais Para Você…”, uma nova edição da obra que publiquei anteriormente sob o título Pensamentos de um Jovem Moderno. O livro reúne sete narrativas independentes que passam por temas como amizade, amor, família e envelhecimento.
Boa parte dessas páginas começou em um diário. Eram anotações que eu fazia sem muita pretensão, geralmente no fim do dia, sobre alguma coisa que tinha visto, pensado ou sentido. Aos poucos, percebi que escrever sobre o cotidiano também era uma forma de entendê-lo.
De tanto escrever sobre a vida como ela é, o cotidiano acabou virando livro.
O que passa pela cabeça de quem senta num banco de praça e deixa o tempo correr.
“Crescer é isso. Continuar sentado à mesa, mas carregando dentro de si o menino que mal conseguia ficar parado.”
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